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Tarifa adicional dos EUA impacta exportações brasileiras e governo reage
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Entrou em vigor nesta quarta-feira a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo Brasil. O governo federal deu continuidade a uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelo novo tarifácio, com foco principal no setor automotivo e nas medidas de proteção à indústria brasileira.
Medidas do governo brasileiro
Como forma de conter os impactos, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que moderniza o sistema de crédito à exportação e destina recursos para as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. O socorro financeiro, que pode chegar a até 15 bilhões de reais, tem como foco micro, pequenas e médias empresas exportadoras.
Reuniões com setores produtivos
O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu no Palácio do Planalto com representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, que destacaram que as tarifas americanas prejudicam a movimentação de cargas. A expectativa é que o governo não elimine a negociação diplomática com os Estados Unidos para evitar o agravamento da crise.
Impactos no setor de madeira
A cadeia produtiva da madeira também sentiu os impactos do tarifaço, com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentrando aproximadamente 90% da produção exportada para os Estados Unidos. O setor solicita uma movimentação mais robusta do governo para tentar harmonizar as taxas e evitar uma guerra tarifária.
Expectativas e desafios
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniu com representantes da indústria de madeira, que já vinha sofrendo com a taxação desde o ano passado. A possibilidade de reatar o diálogo diplomático é vista como essencial para reverter o quadro atual e minimizar os efeitos da tarifa sobre o setor produtivo.
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