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Nova unidade de produção de sementes quer dobrar produtividade da cana até 2040

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou nesta quinta-feira (16) a Primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), em Piracicaba, interior de São Paulo.
A construção, as tecnologias aplicadas e o empreendimento contaram com investimento superior a R$ 100 milhões, em parceria estratégica com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Desenvolvida ao longo de 15 meses, a estrutura possui 10 mil m² e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano operando em um turno, com potencial de expansão.
A nova unidade viabiliza a aplicação, em escala, da tecnologia de sementes sintéticas, inovação que substitui o plantio tradicional por um sistema mais leve, padronizado e de alta precisão.
O CEO do CTC, Cesar Barros, ressalta que a inauguração representa a evolução para uma nova fase de desenvolvimento científico de validação de processos em escala no campo, materializando uma nova etapa para o setor.
“Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializa ainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora.”
Mais produtividade na cana, mesma área
A iniciativa integra a Visão 2040 da companhia, que estabelece como compromisso dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros sem expansão de área por meio de tecnologias disruptivas que contribuam para a transição energética e a redução das emissões de carbono.
Nesse contexto, o CTC foca em melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas.
“O melhoramento genético cria o potencial produtivo, a biotecnologia protege esse potencial, a ciência de dados transforma esse potencial em resultado no campo, e as sementes sintéticas conectam e ativam todo o sistema. É essa integração que vai sustentar um novo patamar de produtividade para o setor”, afirma o CEO.
O executivo detalha que a nova tecnologia é desenvolvida pela companhia desde 2013, envolvendo uma equipe de 150 especialistas, com investimento estimado, até o lançamento comercial, de R$ 1 bilhão.
Ganhos para o setor
A introdução das sementes sintéticas promove uma mudança estrutural no sistema produtivo da cana-de-açúcar. O volume de material necessário para o plantio de um hectare é reduzido de cerca de 16 toneladas de cana para aproximadamente 400 kg de sementes, com impacto direto na eficiência logística e operacional.
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Outro impacto relevante é a eliminação dos viveiros, liberando até 5% da área agrícola atualmente destinada à produção de mudas, o equivalente a cerca de 500 mil hectares.
Além disso, o novo sistema reduz o risco de disseminação de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade.
Do ponto de vista ambiental, a tecnologia diminui o consumo de diesel, reduz a compactação do solo e contribui para a redução da pegada de carbono da produção.
“Ao transformar o modelo de plantio, estamos abrindo caminho para uma nova lógica de produção agrícola no Brasil. Isso amplia a competitividade do setor, fortalece a posição do país em bioenergia e mostra como inovação pode gerar impacto econômico e ambiental ao mesmo tempo”, afirma o CEO.
Segundo ele, ao elevar a eficiência e a produtividade, a inovação fortalece a competitividade do setor sucroenergético, amplia a produção de energia renovável e reforça o papel do Brasil como líder global em bioenergia e inovação agrícola, com potencial de exportação de tecnologia para países tropicais.
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