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Mercado de soja tem movimentações com alta de Chicago e do dólar

O mercado brasileiro de soja registrou movimentações ao longo do dia, com melhores oportunidades surgindo nos portos em momentos de alta simultânea em Chicago e no dólar. Ainda assim, o volume de negócios permaneceu moderado, sem registro de grandes operações.
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Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas estiveram mais concentradas para o mês de maio, enquanto os prêmios de curto prazo permaneceram praticamente estáveis. O produtor segue presente no mercado, mas de forma seletiva. As vendas ocorrem mais por necessidade, com o produtor cadenciando as ofertas e buscando melhorar o spread dos preços.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 107,00 para R$ 108,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00
- São Paulo (SP): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta quinta-feira (16) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi volátil e de poucas novidades. Os participantes aproveitaram para ajustar carteiras, com base em fatores técnicos. O óleo foi o destaque e fechou com bons ganhos, seguindo o comportamento do petróleo.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 247.900 toneladas na semana encerrada em 9 de abril. O Egito liderou as compras, com 58.100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas
do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.
As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,27%, a US$ 11,63 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,80 1/2 por bushel, com retração de 2,75 centavos de dólar ou 0,23%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,50% a US$ 332,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 69,33 centavos de dólar, com ganho de 1,73 centavo ou 2,55%.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou praticamente estável, cotado a R$ 4,9924 para venda, após oscilar entre R$ 4,9853 e R$ 5,0143 ao longo do dia.
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