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Diesel dispara quase 20% em 12 meses e chega a R$ 7,35 por litro no Brasil

O diesel S-10 acumulou alta de 19,4% nos últimos 12 meses, tornando-se o combustível com a maior valorização no Brasil. Em outubro, o preço médio do litro chegou a R$ 7,353, avanço de 3,5% em relação a setembro, segundo o Monitor de Preços dos Combustíveis, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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O diesel comum também registrou aumento expressivo, de 4,3% na comparação mensal, alcançando R$ 7,186 por litro. O movimento ocorreu em um cenário de valorização de quatro dos seis combustíveis acompanhados pela pesquisa.

Além dos dois tipos de diesel, o etanol hidratado subiu 1,8%, chegando a R$ 4,224 por litro, enquanto o gás natural veicular (GNV) avançou 0,8%, para R$ 5,051 por metro cúbico.

Na direção contrária, a gasolina comum permaneceu praticamente estável, com preço médio de R$ 6,637 por litro. Já a gasolina aditivada apresentou leve recuo de 0,1%, para R$ 6,771.

Diesel lidera altas dos combustíveis em 2026

O diesel também apresenta as maiores valorizações no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro, o S-10 ficou 19% mais caro, enquanto o diesel comum subiu 17,4%.

Confira os preços médios nacionais registrados em outubro:

Combustível Preço médio Variação mensal
Diesel S-10 R$ 7,353/l +3,5%
Diesel comum R$ 7,186/l +4,3%
Gasolina comum R$ 6,637/l Estável
Gasolina aditivada R$ 6,771/l -0,1%
Etanol hidratado R$ 4,224/l +1,8%
GNV R$ 5,051/m³ +0,8%

Apesar da alta registrada em outubro, o etanol continua sendo o único combustível com redução de preços tanto no acumulado de 2026 quanto nos últimos 12 meses, com quedas de 5,6% e 3,1%, respectivamente.

No mesmo período de 12 meses, o GNV acumulou valorização de 7%, a gasolina comum subiu 5,5% e a aditivada avançou 5,1%.

A pressão sobre o diesel ocorre em meio à elevação dos custos internacionais do petróleo e às diferenças entre os preços praticados no Brasil e as referências do mercado externo.

Em outubro, o barril do petróleo Brent voltou a superar US$ 100, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e dos riscos para a oferta e o transporte da commodity.

Medidas federais de desoneração tributária e subvenção buscaram conter parte desses efeitos, mas não impediram a elevação dos preços do diesel nos postos.

Centro-Oeste tem diesel S-10 mais caro do país

A alta do diesel S-10 foi registrada em todas as regiões brasileiras em outubro.O Centro-Oeste apresentou a maior valorização mensal, de 5,1%, seguido pelo Sul, com avanço de 4,5%.

No Nordeste e no Sudeste, as altas foram de 2,9%, enquanto o Norte registrou aumento de 2%. Em relação aos preços, o Centro-Oeste também liderou o levantamento, com média de R$ 7,604 por litro, seguido pelo Nordeste, com R$ 7,547. Os menores valores foram encontrados no Sudeste, com R$ 7,214, e no Sul, com R$ 7,215.

Já a gasolina comum apresentou diferenças regionais significativas, apesar da estabilidade na média nacional. O Norte registrou o maior preço médio, de R$ 7,124 por litro, seguido pelo Nordeste, com R$ 6,890. Os menores valores foram observados no Sul, com R$ 6,424, e no Sudeste, com R$ 6,512.

Etanol sobe pelo segundo mês consecutivo

O etanol hidratado registrou o segundo aumento mensal consecutivo em outubro, em meio a restrições temporárias de oferta e demanda aquecida.

As chuvas nas regiões produtoras dificultaram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar, enquanto as distribuidoras ampliaram as compras para atender ao consumo e recompor estoques.

Os maiores preços médios foram registrados no Norte, com R$ 5,145 por litro, e no Nordeste, com R$ 4,846.

Já o Sudeste e o Centro-Oeste apresentaram os menores valores, de R$ 4,115 e R$ 4,198, respectivamente.

Na comparação com setembro, o preço do etanol subiu 2,5% no Sudeste e 2% no Sul. No Centro-Oeste, a alta foi de 0,1%. Em contrapartida, houve recuo de 0,2% no Norte e de 0,1% no Nordeste.

Etanol é mais vantajoso que gasolina em oito estados

Mesmo com os aumentos recentes, o etanol permanece economicamente mais vantajoso que a gasolina em oito unidades da Federação, considerando o parâmetro de referência de 70% utilizado pelo Monitor de Preços dos Combustíveis.

Pelo indicador, o biocombustível apresenta melhor relação de custo-benefício quando seu preço corresponde a menos de 70% do valor da gasolina comum.

Em outubro, essa relação chegou a 67,4% na média das unidades da Federação, ante 66,6% em setembro.

Confira onde o etanol apresentou vantagem:

Estado Preço do etanol em relação à gasolina
Mato Grosso 60,0%
São Paulo 61,5%
Goiás 63,1%
Mato Grosso do Sul 63,4%
Paraná 65,1%
Distrito Federal 67,6%
Bahia 67,7%
Minas Gerais 67,8%

Entre os estados onde a gasolina apresentou melhor relação de custo-benefício estão Maranhão (78,4%), Rio Grande do Norte (76,7%), Rio Grande do Sul (75,4%), Pará (75,2%) e Sergipe (75,1%).

A vantagem efetiva, entretanto, pode variar conforme o rendimento e as características de cada veículo flex.

Abastecer o carro compromete até 10,6% da renda familiar

O levantamento também mostra diferenças importantes no peso dos combustíveis sobre o orçamento das famílias brasileiras.

No segundo trimestre de 2026, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum comprometeu, em média, 6,1% da renda domiciliar no país.

O percentual supera os 5,5% registrados no trimestre anterior e os 6% observados no mesmo período de 2025.

Nas capitais, o comprometimento chegou a 4,2%, ante 3,7% no primeiro trimestre.

As maiores dificuldades foram identificadas no Nordeste, onde o abastecimento representou 9,6% da renda média domiciliar, e no Norte, com 8%.

No Sudeste, o percentual foi de 5,1%, enquanto o Sul registrou 5% e o Centro-Oeste, 4,9%.

Entre as unidades da Federação, os maiores comprometimentos da renda foram observados no Maranhão (10,6%), Alagoas (10,2%), Bahia (10,1%), Pernambuco (10%) e Ceará (9,8%).

No outro extremo, o Distrito Federal apresentou o menor percentual, de 3%, seguido por São Paulo e Santa Catarina, ambos com 4,7%.

Apesar da piora recente, a média nacional permanece abaixo dos índices observados em 2021 e 2022, quando abastecer o mesmo tanque comprometia, respectivamente, 7,7% e 8,8% da renda média dom

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