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Arroba do boi gordo sobe até R$ 10 e pecuaristas esperam novos reajustes

O mercado do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e maior volume de negócios, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em São Paulo, a arroba foi negociada entre R$ 360 e R$ 370, com lotes pontuais alcançando R$ 375.
De acordo com o Cepea, apesar de a liquidez na quinta-feira ter sido menor que na quarta, o volume de negociações permaneceu em nível considerado razoável. A procura por animais no mercado spot aumentou e, diante dos preços mais firmes, pecuaristas também demonstraram maior disposição para negociar.
Em São Paulo, as chuvas registradas recentemente em praticamente todo o estado chegaram a desacelerar pontualmente o ritmo dos negócios. Ainda assim, o mercado sustentou preços firmes, com reajustes diários na arroba.
As escalas de abate permaneceram curtas, variando entre cinco e sete dias.
A valorização também foi observada em outras praças pecuárias. Em Cáceres (MT), o preço do boi gordo registrou alta de até R$ 10 por arroba, com negócios entre R$ 330 e R$ 340. As escalas de abate variaram de cinco a oito dias.
Em Rondônia, a arroba subiu R$ 5, e as negociações ocorreram entre R$ 340 e R$ 350. Segundo o Cepea, alguns pecuaristas continuaram aguardando novos reajustes antes de fechar negócios. As escalas ficaram entre cinco e 12 dias.
Carne bovina também registra alta
No mercado atacadista, os preços da carne bovina também permaneceram firmes, com ligeira valorização na maioria dos cortes com osso.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina fechou a R$ 24,82 por quilo à vista, acumulando alta de 1,5% na semana.
O mercado de reposição também permaneceu aquecido. Mesmo com a redução do peso médio dos animais, característica do período de entressafra, os preços continuaram avançando.
Na região de Bauru (SP), o bezerro foi negociado próximo de R$ 17 por quilo, enquanto o boi magro ficou entre R$ 400 e R$ 420 por arroba.
Em Mato Grosso do Sul, o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq registrou média de R$ 3.453,55 por cabeça, equivalente a R$ 17,45 por quilo à vista.